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Time mineiro esteve pouco inspirado na Venezuela
O Cruzeiro teve que se contentar com um empate por 2 a 2 com o Deportivo Itália nesta quinta-feira à noite, em Caracas, pela terceira rodada do Grupo 7 da Copa Libertadores. O resultado manteve o clube na segunda posição, com quatro pontos, e dá ao Vélez Sársfield (ARG) a chance de disparar caso vença o Colo Colo (CHI), no dia 16. Os argentinos seguem líderes, com seis.
A equipe mineira jogou aquém de suas possibilidades e pecou muito na defesa. O Cruzeiro saiu em desvantagem, virou com gols de Kléber e depois cedeu o empate. Blanco e McIntosh fizeram para o Deportivo.
Kléber e Lobo foram expulsos no final do jogo, em lances diferentes. Ambos estão fora da partida do dia 24, no Mineirão, na abertura do returno.
Cruzeiro demora a entrar no jogo
O Cruzeiro teve um início de partida muito aquém da expectativa, sofreu pressão e acabou levando o gol logo aos 11 minutos, em conclusão de Blanco. O atacante recebeu lançamento na área e tocou na saída de Fábio: 1 a 0. Àquela altura, o Deportivo controlava as ações, era ousado e se aproveitava da lentidão e da desorganização dos mineiros para se aproximar com facilidade da área.
A reação cruzeirense foi lenta e começou a partir dos 20 minutos. O time melhorou a saída de bola, os jogadores se aproximaram uns dos outros e as jogadas começaram a fluir, principalmente pelo lado direito, com Thiago Ribeiro. Apesar disso, o gol só saiu após cobrança de escanteio de Roger, aos 26. O goleiro Liebeskind saiu mal, a zaga rebateu e Kléber aproveitou a sobra para empatar: 1 a 1.
Daí em diante, o panorama se inverteu. O Cruzeiro teve maior volume, foi agressivo e esteve mais presente na área do Deportivo, que só ameaçou em chutes de longe e nos contra-golpes.
Em muitos lances, a saída em massa dos volantes cruzeirenses expôs a defesa. A marcação foi corrigida nos minutos finais, graças à colaboração mais efetiva de meio-campistas e atacantes.
Em resumo, o Deportivo Itália teve quatro chances de marcar. Fábio fez a sua melhor defesa aos três minutos, em chute à queima-roupa. O Cruzeiro teve sete oportunidades. A mais clara delas ocorreu aos cinco, quando o goleiro rebateu chute de Henrique e Kléber quase fez de cabeça na sobra. Dessa vez, Liebeskind pegou firme.
Virada, igualdade e sufoco
Os times voltaram a campo com as mesmas formações. No Cruzeiro, seguidos erros de marcação, principalmente pelo lado esquerdo, tornavam a partida perigosa. Logo no primeiro minuto, Marquinhos Paraná cortou um passe na área que resultaria em gol venezuelano.
Se defensivamente o Cruzeiro preocupava, no ataque o time manteve o ritmo do fim do primeiro tempo. Aos três, Roger cobrou falta e Kléber acertou a trave. Um eventual gol não valeria, uma vez que o atacante cruzeirense cometeu falta de ataque na área.
Mas o gol da virada saiu aos cinco, em contra-golpe. Diego Renan invadiu a área e Liebeskind rebateu. Na sobra, Kléber tocou no canto esquerdo e colocou o Cruzeiro à frente no placar: 2 a 1.
Após o gol, o Deportivo Itália foi todo para o ataque, tirou proveito da fragilidade do lado esquerdo da defesa cruzeirense e criou várias vezes com muito perigo. Adílson Batista chegou a trocar o lateral Diego Renan pelo zagueiro Gil para reforçar a marcação. Mas não adiantou. Aos 20, McIntosh aproveitou cruzamento da direita e concluiu sozinho na pequena área, atrás dos zagueiros: 2 a 2.
O Deportivo Itália seguiu melhor no jogo após o gol de empate e Adílson resolveu apostar suas fichas na troca de Roger por Eliandro. Ainda assim, os donos da casa seguiam mais próximos da vitória.
O Cruzeiro só voltou a incomodar aos 35, em chute de Pedro Ken.
A missão cruzeirense de buscar a vitória ficou mais difícil a partir dos 40 minutos, quando Kléber recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso. Mais uma vez, o Gladiador foi do céu ao inferno.
Já aos 43 minutos, Lobo foi expulso ao atingir Henrique com um soco. O detalhe é que o jogador tinha acabado de substituir Diez.
Nos minutos finais, Adílson trocou Thiago Ribeiro por Bernardo na expectativa de ver a vitória do Cruzeiro, o que não ocorreu.
Fonte: UAI
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